Amor de verão

Amor de verão. Aquela paixonite com gosto de maresia que não sobe a serra.

Comigo obviamente subiu. Desde meu nascimento a vida me mostrou que caminhos seriam tortos e que a facilidade é entediante.

Meu terceiro casamento iniciou-se na areia, com a água batendo na minha zona erógena mais estimada pelos homens. Aquele lugar onde o sol não bate, mas nesse dia o reflexo da lua penetrou.

Um amor que sobe e desce a serra até hoje.

Talvez pela cumplicidade, mesma desenvoltura sexual e insensatez inofensiva necessária. Circunspecção é prejudicial à saúde.

No último verão a utopia converteu-se em fato consumado.

Que homem não foi doutrinado desde cedo a desejar um ménage à trois com duas mulheres?

Nem quarto, nem motel. A areia roçando a pele e a água salgada cobrindo os corpos nus traduz o momento lascivo.

Voyeurismo completaria o grau de excelência se não fosse por uma particularidade.

Minha ousadia brindou o momento.

Quando para o prazer á três não induzi uma conhecida, amiga ou prima. Mas a irmã caçula.

21/11/2011

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