Sem rosto

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Na mesma cama muitas se deitam.
Deleitam-se.
Hoje sei que nenhuma tem a minha estupidez.
Nem meus olhos silenciosos
E loucos os que não tem minha lucidez.
E nesse jeito perigoso de aceitar
Vou me desconcertando para não tentar.
Homens daqueles que derrubam minha sensatez,
Donos de um jogo que não sei jogar.
Conhecedora da beleza que atrai e trai,
Presa a um vício de manipulação
Arrastamo-me fingindo a mesma adoração.
E na procura meus olhos perdem-se…
E silenciam-se novamente…
Mas jamais desistem.

“Aquele” que acompanhe minhas loucuras, saboreie meu paladar, me embebeda com seu líquido, me torture com suas juras. Valorize meu exagero e não economize suas mãos. Aceite palavras sem nexo e acredite na minha fidelidade. Que aproveite minha bondade e valorize minha paciência.”
Meus olhos ainda o procuram…

– Publicado originalmente dia 23 de janeiro de 2012.

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